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Nasce a ABRP

No dia 4 de março de 1954, reuniu-se o chamado, na época, "Grupo de Relações Públicas", integrado por profissionais de Relações Públicas paulistas, com o objetivo de discutir a criação de uma associação de Relações Públicas. Essa reunião, que se realizou na sede do Instituto de organização racional do trabalho – IDORT – contou com a participação dos pioneiros de Relações Públicas: Hugo Barbieri, Saulo Guimarães, Nelson Speers, Wladimir Borba, Jonas Znyjdek, Raul F. Dias de Toledo, Aníbal Bonfim, J. B. Martins Ramos e Henrique Beck Junior.

Após várias reuniões que contaram com a presença de outros profissionais, a Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP) foi fundada na capital paulista, em 21 de julho de 1954, por 27 estudiosos e praticantes de Relações Públicas na sede do Instituto de Organização Racional do trabalho (IDORT).

Sua primeira diretoria foi esta: presidente: Hugo Barbieri; vice-presidente, Ubirajara Martins; secretário geral, Mey Nunes de Souza; primeiro-secretário, Álvaro Roberto Mendes Gonçalves; primeiro tesoureiro, Jonas Snyder; segundo tesoureiro, Nelson Ramos Nóbrega; conselho consultivo: Murilo Mendes, Anibal Bonfim e Ignácio Penteado da Silva Telles (veja a transcrição da Ata de Fundação da ABRP no link acima).

Com a criação da ABRP, em São Paulo, houve grande repercussão no Rio de Janeiro. Palestras, conferências e entrevistas se sucederam. Na ocasião, o professor Benedito Silva, da Fundação Getúlio Vargas é indicado para representar a ABRP no Rio de Janeiro. Também da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, Florindo Vila Alvarez, professor de Relações Públicas da Fundação e Assessor do Departamento de Administração do Serviço Público – DASP, é admitido como sócio e encarregado de congregar os profissionais em Relações Públicas para criar a ABRP no Rio de Janeiro e foi o propositor da formação das Seções Regionais, hoje, Seções Estaduais.

No início de 1956, começaram os debates propiciando a criação das seções e a necessária alteração dos Estatutos, que aconteceu em 5 de abril de 1956. Em 10 de abril de 1956 é criada a Seção Regional Rio de Janeiro. Cursos intensivos, publicações em revistas e outros meios são acionados para a divulgação das primeiras noticias sobre as Relações Públicas no Brasil. Seminários, conferências e congressos são freqüentados por brasileiros. Novas modificações estatutárias se fazem necessárias, por exemplo, surge o Conselho Superior, onde um representante de cada Seção Regional participa das reuniões em nível nacional.

Em março de 1958, sob o patrocínio da Prefeitura Municipal de Niterói, realizou-se na Capital Fluminense o Primeiro Seminário Brasileiro de Relações Públicas, com a apresentação das seguintes teses:

  • Normas e Padrões para o Trabalho de Relações Públicas (Ney Peixoto do Valle);
  • As Comunicações das Relações Públicas (João Firminiano da Silva);
  • Treinamento e Formação de Pessoal para Relações Públicas (Francisco Gomes de Matos e Cel. Terêncio M. Porto).

Em Curitiba, em 1959, foi realizado o Primeiro Congresso Paranaense de Relações Públicas, por iniciativa do "Bureou Internacional de Propaganda e Relações Públicas". A seção mineira da ABRP organizou em julho de 1962, em Belo Horizonte, o Primeiro Congresso Mineiro de Relações Públicas, com a participação de 150 delegados, inclusive de outros Estados brasileiros. Foram estas as teses discutidas:

  • Relações Públicas e Desenvolvimento (May Nunes de Souza);
  • Formação do Profissional de Relações Públicas e Relações Públicas como Fator de Desenvolvimento e Integração (Sylla Magalhães Chaves);
  • Relações Públicas na Administração Municipal (Rosy de Sá Cardoso);
  • Pesquisa de Relações Públicas (Francisco Higino Barbosa Lima).

A Quarta Conferência Interamericana de Relações Públicas realizou-se no Rio de Janeiro (1963) promovido pela ABRP, e com a participação de Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Artilhas Holandesas, Panamá, México, Porto Rico e Estados Unidos da América.

Pode-se constatar que, de um modo geral, todas as seções estaduais nasceram ou foram transformações de associações locais. Tanto a criação das associações locais como a mudança para a seção estadual da ABRP foi trabalho de pioneiros que tiveram a oportunidade de colaborar de um modo mais efetivo em beneficio da entidade de classe, como também, para a institucionalização da profissão de Relações Públicas.

Percebe-se que a ABRP dá prosseguimento ao desenvolvimento de suas finalidades de maneira acelerada e adquire maturidade e consciência profissional, cobrindo com suas catorze Seções Estaduais, o território brasileiro.

Estatuto da ABRP
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Ata de Fundação da ABRP
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Lei Nº. 5.377, de 11 de Dezembro de 1967

Disciplina a Profissão de Relações Públicas.
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Decreto Nº. 63.283, de 26 de Setembro de 1968
Aprova o Regulamento da Profissão de Relações Públicas de que trata a Lei N. 5.377.
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Decreto-Lei Nº. 860, de 11 de Setembro de 1969

Dispõe sobre a constituição do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Profissionais de Relações Públicas.
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Decreto Nº. 68.582, de 4 de Maio de 1971
Regulamenta o Decreto-Lei Nº 860.
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Lei Nº. 6.719, de 12 de Novembro de 1979
Dá nova redação ao art. 8º do Decreto-Lei nº 860, de 11 de setembro de 1969.
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Lei Nº. 7.197, de 14 de Junho de 1984
Institui o Dia Nacional das Relações Públicas.
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Lei Nº. 7.192, de 15 de Junho de 1984
Inclui os Profissionais de Relações Públicas na Lista de Serviços de Autônomos.
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Lei Complementar Nº. 116, de 1º de Agosto de 2003
Dispõe sobre o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de competência dos Municípios e do Distrito Federal
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Conclusões do Parlamento Nacional de Relações Públicas
Resultado das amplas discussões que tiveram lugar no país todo, o documento do Parlamento Nacional de Relações Públicas propõe alterações na legislação básica da profissão para adequá-la aos tempos modernos.
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Código de Ética do Profissional de Relações Públicas
O Profissional de Relações Públicas no exercício de suas atividades deve ter comportamento ético pautado pelo seu
Código de Ética Profissional.
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Código de Ética Internacional dos Profissionais de Relações Públicas
Conhecido como "Código de Atenas", traz o tipo de comportamento ético do profissional internacional de Relações Públicas.
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Associação Brasileira de Relações Públicas – Diretório Nacional
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